
Os navios de guerra dos Estados Unidos foram fotografados pela primeira vez nesta terça-feira, 2, no mar do Caribe, próximo à Cidade do Panamá. As embarcações foram mobilizadas pelo governo do presidente Donald Trump como parte de uma ação contra o narcoterrorismo latino-americano. O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, por sua vez, chamou o envio dos navios americanos de uma “ação criminosa, ilegal e imoral”.
Tripulantes do navio de guerra USS Sampson (DDG 102) da Marinha dos EUA foram vistos no Terminal Internacional de Cruzeiros de Amador, na Cidade do Panamá, nesta terça-feira. Horas após a divulgação das fotografias, Trump anunciou que os EUA atiraram contra uma embarcação que saiu da Venezuela carregada com drogas.
Maduro disse na segunda-feira, 1º, que oito navios militares americanos com 1.200 mísseis estavam mirando seu país, que ele declarou estar em “máxima prontidão para se defender”.
Os EUA não sinalizaram nenhuma incursão terrestre planejada com os milhares de militares mobilizados. Ainda assim, o regime Maduro respondeu enviando tropas ao longo de sua costa e fronteira com a Colômbia, bem como pedindo aos venezuelanos a se alistarem em uma milícia civil.
A Marinha dos EUA tem dois contratorpedeiros Aegis com mísseis guiados — o USS Gravely e o USS Jason Dunham — no Caribe, bem como o contratorpedeiro USS Sampson e o cruzador USS Lake Erie nas águas da América Latina. Essa presença militar deve se expandir.
A mobilização ocorre em um momento em que o presidente Donald Trump tem pressionado pelo uso das Forças Armadas para combater cartéis que ele culpa pelo fluxo de fentanil e outras drogas ilícitas.

