
Itapoá, cidade com a maior faixa litorânea de Santa Catarina, vai receber uma obra inédita no Brasil: o alargamento de praia a partir da areia retirada da dragagem de um canal. A assinatura do serviço foi feita em agosto e a previsão é que sejam depositados 6,4 milhões de metros cúbicos de sedimentos à orla. O volume é mais do que o dobro do usado na megaobra de Balneário Camboriú e equivale a uma montanha de 200 metros de altura de sedimentos.
Feito por meio de uma parceria entre o governo estadual e o setor privado, o serviço vai retirar quase o dobro de areia do fundo da Baía da Babitonga, cerca de 12,5 milhões de metros cúbicos.
Parte desse material será destinada à recuperação da orla de Itapoá, que sofre com erosão marítima, enquanto outra parcela será levada para alto-mar, em uma área chamada de “bota-fora”
A dragagem vai custar cerca de R$ 324 milhões e quer ampliar a profundidade do estuário que dá acesso aos portos de Itapoá e São Francisco do Sul para permitir que navios maiores, de 366 metros, operem na região. Hoje, o limite é de embarcações de até 336 metros.
Em relação ao alargamento, a obra vai ampliar em pelo menos 30 metros a faixa para banhistas, em uma extensão de cerca de 10 quilômetros, entre a região da Figueira e o Balneário Princesa do Mar. Em alguns pontos, o engordamento poderá ultrapassar 100 metros.

